terça-feira, 22 de março de 2011

Quem é vivo sempre aparece.. um dia!

Acho que estou perdendo a mão, me perdoem. Afinal, é tempo demais sem escrever aqui. Não sei mais como começar um post. Mas sem querer querendo, já comecei né?!!

Sim, eu sumi de novo porque estava no Brasil. Sim, isso é uma desculpa esfarrapada.
Eu não sabia, mas estava morrendo de saudades de postar. Vira-e-mexe eu tenho um assunto pra escrever aqui, mas a preguiça não andava deixando. Aí eu resolvi entrar no blog (depois de meses). Vi que mesmo eu não escrevendo sobre novidades existem novos recados, novas visitas, novas perguntas sobre posts antigos. Isso sempre dá um ânimo novo (e um pouquinho de vergonha pelo desaparecimento da senhora coragem)! Obrigada!

Meu retorno em si ao velho mundo não teve nada de especial. Tá bom! Teve! O "bem" atravessou o oceano pra ir me buscar pelos cabelos, passou 10 dias na terrinha, conheceu a família e voltamos juntos.  Mas o que quero dizer é que tudo foi tão natural o tempo todo... A sensação que tive quando cheguei a Bordeaux é que tinha saído daqui na semana anterior.

Aos poucos fui absorvendo a idéia de que eu estava de volta e que haviam se passado meses! A paisagem já não era a mesma. Cheguei no fim do inverno (eu tinha ido "embora" no início do outono) então todas as árvores lindas e coloridas que eu havia conhecido na primavera estavam secas! Só os esqueletos! O céu cinza! Frio! Muito frio!

Gente, de onde eu vim existem duas estações: verão e a rodoviária. Então passei a vida sem entender realmente o impacto que devem causar as canções sobre a chegada da primavera, por exemplo. Tah, entender eu entendia. Mas não coompreendia! Aqui as estações são muito bem definidas, igual desenho animado: No verão, céu azul, sol escaldante, óculos escuros, vai todo mundo pra praia e as árvores são verdes... No outono a temperatura cai, as folhas secam e o tempo fica nublado. O inverno é muito triste! Muito frio! Muito cinza e marrom! Quase todo mundo se veste de preto (meias, blusas, calças, casacos, tudo preto, tudo no mesmo look!) As árvores ficam completamente sem folhas, só os esqueletinhos. Dá impressão de que nunca mais tornarão a "viver".

Aí chega a primavera! A temperatura aumenta, as flores aparecem, as árvores ficam cor-de-rosa, vermelhas ou amarelas, as pessoas se vestem elegantemente, mas com cores, formas, texturas diferentes; elas vão aos parques ler, levar os filhos pra brincar, passear com o cachorro ou só namorar... Tudo tem cor. Tudo muda. A gente fica com um novo ânimo! 

Termino assim, parecendo uma tonta, cheia de mimimi... É a primavera... =P

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A dura vida de um pão francês...

Eu que sou uma amante de pão assumida e após passar um longo período de abstinência dessa delícia na Costa Rica me sinto no paraíso. Aqui se encontra uma padaria praticamente em cada esquina. E a qualidade.. ooh lala!

Mais do que amar e comer eu observo a vida dos pães aqui. Eles são quase tão importantes quanto o próprio orgulho dos franceses. Eles comem todos os dias, em todas as refeições, não importa o cardápio. Uma refeição em família típica obrigatoriamente conta com um pão à mesa (tá.. em cima da mesa, sem prato, bandeja...) e é passado de mão em mão para que cada um rasgue seu respectivo pedaço e o coloque ao lado do prato (na mesa mesmo, sem frescura). Quem imagina toda uma finesse francesa na hora da refeição pode se decepcionar ao observar esses momentos nada finos: o pão é rasgado sem dó, é utilizado pra empurrar a comida para o garfo e depois para "lamber" o prato o deixando sem nehum resquício de molho que um dia esteve por ali!

E é claro que eu já aderí a esse momento troglodita. Tem uma certa beleza nisso tudo. Come-se com paixão.

Andando pelas ruas do centro aqui de Bordeaux, vejo muita gente com seu pãozinho à mão, comendo ali no meio da rua, muitas vezes puro mesmo. 

Outro detalhe importante é a forma com que o pão é transportado. O baguette (ou bengala) é comprado todo santo dia e normalmente é carregado daquela maneira que você já deve ter ouvido falar: embaixo do braço. Ééé... bem pertinho do sovaco mesmo! E, na maioria das vezes o pão só é envolto com um pedaço de papel insignificante no meio, e as pontas (leia-se quase todo o pão) de fora. 

O negócio é curtir o sabor (maravilhoso) e deixar-se levar, a menos que você tenha uma cabeça cheia de minhoca como a minha e comece a ligar uma coisa na outra: o pão é carregado ao ar livre, é colocado na mesa que, não me venha dizer que é esterelizada, e passa pelas mãos de todo mundo (que aliás já tiveram sua higiene questionada neste blog). Desculpa se te desanimei... Mas acho que esse é o "tempero" especial do pão francês!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Por que os franceses são magros??


Não que não exista gordo por aqui. Existe sim. Mas o que sempre deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha é o fato de que deveria existir muito mais se levarmos em conta que a maioria dos pratos franceses são ricos em gorduras saturadas, açúcares, laticínios, ou seja: tudo que é bom e engorda! Como eu já vi diferentes (e inúmeras) tentativas de explicações formais sobre o assunto, concluo que não haja uma resposta correta. Sem blábláblá, a verdade é que:


1)      A comida é cara. Aqui não se produz nada pra comer, então a conta do supermercado é um absurdo. Sendo assim, os franceses procuram coisas mais em conta pra passar o tempo do que comer, como passear pelos parques, tomar café e ler um livro...

2)      Eles gastam muita energia indo de um banheiro ao outro pra fazer suas necessidades (no toilette) e depois lavar as mãos (na salle de bain). (vide post em que falo dos banheiros)

3)      Eles fumam muito.
4)      O pão francês emagrece. Aqui come-se mais pão do que toma-se água.

5)      Eles andam muito de bicicleta;

6)      Os queijos franceses também emagrecem!


Brincadeiras à parte, (não que quase tudo isso não seja verdade) realmente estou intrigada. Até EU já emagreci aqui à base de pão, queijo e nutella! A única coisa que observei que realmente faria sentido (mas não isoladamente) é que se come com muito menos sal. Teoricamente. A comida não é tão temperada e, por isso há sempre um saleiro à mesa que, diga-se de passagem, é bem utilizado!


Bem, enquanto não encontro a “verdade”, continuo tentando... e comendo... e tentando...