domingo, 25 de agosto de 2013

Laaa lalalalalaa je voi la vie en roooooseee!

Me escutaram cantando daih?? Ainda bem que não! Vou deixar a Piaf cantar sozinha, pra vocês entrarem no clima:


Então, gente! Depois de uns 2 anos morando na França, finalmente fui a Paris! Solta o post:

Não.. preliminar: esse texto foi escrito dentro de um trem, voltando de Paris, indo pra Bordeaux, naquelas mesinhas que tem nos trens que a gente vê nos filmes, de frente para uma tia que pela cara era holandesa e tossia a cada cinco minutos. Ao lado dela, um adolescente que não disfarçava a curiosidade no que eu fazia. Mas, antes disso, eu estava sentada em uma poltrona onde não tinha ninguém ao lado nem na frente. Até chegar uma familia completa de chineses (pai e mãe e um casal de filhos), pedindo para eu trocar de lugar com "eles".

Ok, agora solta o post:

Eu sou do tipo de gente do contra, que gosta de explorar coisas novas, lugares novos para a maioria. Ir contra a maré, mesmo! Gosto de descobrir por mim mesma, sem expectativas que normalmente são criadas pelas narrações de outras pessoas.

Mas, obvio que isso não me impede de querer conhecer também coisas que muita gente curte. E é a mesma principio que utilizo para os livros best sellers: sera que tanta gente assim esta enganada ao mesmo tempo?? Preciso tirar a prova!

Ou seja, neste caso existe a expectativa da qual eu tanto fujo! 

Eu poderia ter conhecido Paris antes se quisesse, se tivesse me esforçado pra isso. Eu queria, claro, e muito, mas longe de ter pressa.

Todo mundo fala tanto de Paris e temos tanto acesso à informação que parecia que eu jah conhecia tudo de cor e salteado, o que me incomodava muito! Vindo morar na França, de tanto ouvir a opinião dos franceses do sul a respeito da "Capitar" , eu jah estava quase desistindo.

Então o dia chegou. Fui ver duas amigas, Lari e Babi, que chegaram para passar 2 semanas na cidade luz. Consegui ir no fim de semana, sem planejar muito. E eu queria conhecer o Louvre!

Tchaaann

Claro que eu não dei o ar da graça na foto... é pra ficar o mistério se eu realmente fui la ou não! Alias, dizem que é pra isso que serve tirar foto em monumento.


Eu queria muito ir ao museu do Louvre, primeiro pelo mesmo motivo de todo mundo do mundo que vai até lah! Segundo, porque eu sou do contra. Quase todas as pessoas que eu conheço e que foram o museu, voltaram com algum tipo de decepção. "A Monaliza é deste tamaninho!" "Não dah para conhecer tudo no mesmo dia" "é muito tumultuado e cansativo, não vale à pena!"!!!. Tipos de comentarios de quem normalmente nem gosta de museu! Então me pergunto: vai cheirar o que la? Tirar foto pra colocar no facebook??

A gente tirou!! kkkkk

Ou seria por que existe uma obrigação oculta em fazer o passeio? Do tipo: O queeee??? Foi a Paris e não foi ao Louvre??? Sua burraa!

Mesmo sendo esses os motivos (contestaveis alias), eu não consigo entender como alguém pode se frustar em um lugar daqueles! Ok! Opinião é igual "nariz"... cada um tem o seu e dah quem quer! E esta é a minha.

Foram muitos encantamentos! Acho que reduziram tanto minhas expectativas que me surpreendi com quase tudo!

Os tetos, os quadros, os objetos de arte, as dimensões do lugar, a beleza de tudo, a expressividade de cada detalhe. A historia envolvida em cada centimetro, as descobertas, a organização, a diversidade, TUDO me encantou! Sabe aquele sentimento de ter saudade do que nunca se viveu? Acho que foi mais ou menos isso que vivi ali. Talvez essa seja a explicação. A experiência é de dentro pra fora e depois o contrario. Depende de cada um e de como cada um vai e recebe o que vê.

Outro fator que me ajudou a apreciar esse dia foi a companhia. As meninas e eu estavamos praticamente na mesma "vibe". Nenhuma era especialista em nada, nem critica em nada. As três cheias de rotulos na cabeça que o mundo jah havia incrustado. O que viesse era lucro. E posso dizer pelas três: não nos decepcionamos!

Sim, a Mona é deste tamaninho e fica um tumulto de gente em volta. Sim, voltamos quase sem conseguir colocar os pés no chão de tanta dor. E sim, tenho que voltar pelo menos outras duas ou três vezes para conhecer tudo o que quero. Mas valeu à pena. Jah quero voltar!

Bjos :)




Eu escrevo sem acento!!

Oi, gente! Hoje completa um ano e alguns dias da minha ultima postagem aqui no blog! êêêê!!

Ok, não vamos comemorar por besteira. Champagne tah caro e o Euro, um absurdo!

Então. Sumi né? Aconteceram muitas coisas nesse periodo. Viajei bastante, inclusive. Mas não parei de escrever. Parei de digitar e publicar, o que é diferente. Agora, por que não publicava?

Sempre que escrevi aqui no blog foi utilizando meu laptop, pois nunca programo e, geralmente, estou beeem à vontade. Pois bem! Vendi meu laptop, fiquei um tempo compartilhando o do Cherri (apelido oficial do namorido aqui no Brasil, vou perpetuar! lol) e acabei ganhando um computador francês!!

Antes de você dizer que isso é chique no urtimo, jah aviso que é uohhhhhhh pra quem precisa escrever em português. No inicio foi otimo, pois eu precisava me concentrar na lingua francesa, estava trabalhando pela internet e escrevia em francês mesmo. Mas pra escrever prazamiga ou escrever minhas bobagens em português, acabava sendo um sofrimento. 

O teclado francês não tem acento agudo. Existe a tecla "é" que jah vem prontinha assim. Mas não consigo acentuar as outras vogais. Pode parecer besteira, mas me dah um siricutico cada vez que escrevo substituindo "h" pelo acento, por exemplo.

 Daihh veio a idéia (olha que lindo) de escrever no meu diario em papel para um dia, quando tivesse um teclado decente, digitalizar e publicar tudo. A boa noticia é que eu segui esse plano! Tem um monte de coisas registradas nesse caderninho. Essa foto mesmo é de Paris (sim, apesar do chopp "Cristal" e o cardapio quase todo em espanhol, estavamos em Parrihh), onde ele esteve comigo e duas amigas brasileiras que estavam por lah! Caderninho rodado!




 A mah noticia, é que ainda não tenho um teclado decente. Quer dizer, até teria, se a preguiça não fosse maior do que a vontade de escrever corretamente. A segunda opção seria utilizar o desktop da casa da minha mãe, onde estou. Mas estou tão bem espichada aqui no sofah! E outra, depois da reforma ortografica, nem tenho mais certeza do que tem acento ou não. Dizem que "mocréia" perdeu acento! Tadinha!!

Por essas e outras resolvi voltar. Isso me faz bem! 

Aconteceram tantas coisas! Tem Paris, tem viagem de trem! Tem peripécias em Lisboa! Tem Nordeste do Brasil! Não sei por onde começar (claro que não escrevi em ordem cronologica. O caderninho segue a organização da dona). Mas pra compensar o sumiço e deixar quem acompanha feliz (não são muitos, mas fiéis e cobram!), vou escrever o primeiro post agora mesmo, depois deste.

E para os desavisados, deixarei essa imagem como recado, bem no topo! 



Bjos






Booooo


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Um post que gostaria de ter escrito há muito tempo!

Eu estava mesmo precisando tirar a teia de aranha daqui! Mas se é pra voltar, que seja assim, pra dar uma boa noticia! Mais do que isso: pra dar um depoimento que pode ajudar algumas pessoas (assim espero). A maioria que me conhece sabe que enfim consegui a bendita e tão esperada nacionalidade portuguesa! Eu estava esperando a oficialidade da coisa para postar aqui (já já vocês entenderão por que).
Bem, a novela começa desde a minha época de faculdade, quando começou a surgir o interesse em conhecer outros países e blábláblá. Meu pai era português, logo, tenho direito.

A primeira coisa que fiz foi entrar no site da embaixada de Portugal no Brasil, onde há um monte de informações sobre como obter a nacionalização. Site de embaixadas (pelo menos das que precisei até hoje) geralmente informam muito sobre as exceções e pouco sobre as regras básicas, como se todo mundo já devesse nascer sabendo como funcionam os trâmites consulares. Ok, estou sendo injusta! Existe sim uma regra básica bem clara: quase todas as  informações das quais precisamos (normalmente as que não constam no site) não podem ser passadas por telefone.. Você liga e a mensagem eletrônica diz que você tem que procurar no site. Até parece coisa de português! Existe a possibilidade de você ser atendido por alguém, que vai dizer o mesmo que a mensagem eletrônica diz. A terceira opção é enviar um e-mail. Pra vocês sentirem um pouco do drama, uma das respostas via e-mail que já obtive foi: digite isso no site de buscas "Google"!

A informação que eu tinha, desde o início era que, para todos os tipos de processo, era imperativo que se tivesse a certidão de nascimento do pai emitida em Portugal. Aí complicou tudo. Meu pai nasceu no ano de 1925 e veio pro Brasil ainda bebê, provavelmente a bordo de uma das caravelas de Cabral. Como se acha um documento desse, minha gente?? 

Na família só tínhamos os documentos brasileiros, claro. Aí foram dias pesquisando como e onde conseguir o documento. A cidade em que ele nasceu mudou de nome. Encontrei um escritório que trabalha com serviços consulares, mandei um e-mail contando o drama e me disseram que poderiam pegar o caso, fizeram a busca com seus contatos em Portugal, semanas depois, eis a resposta: Necas de Pitibiriba! O documento não existe!



Larguei mão. Sem o documento de base e com pouca informação, não tinha como prosseguir.

Aí eu fui pra Costa Rica, conheci um francês e vimos que pra ficarmos juntos, a priori, era mais "fácil" eu vir pra França do que ele ir para o Brasil. Contei da história da nacionalização e decidimos tentar diretamente aqui da Europa.



Liguei para o muito provável cartório onde meu pai teria sido registrado e, depois de ouvir ao fundo o português folheando o livro do outro lado da linha, eis a resposta: náo! Náo ixtá!
Estaca 0 de novo. Expirou meu visto de 3 meses, voltei para o Brasil, voltei para cá. Tentamos outros tipos de visto, nada funcionava. Resolvemos pedir ajuda para o consulado de Portugal aqui em Bordeaux. Emitiram uma solicitação ao cartório e disseram pra eu ligar depois de 3 dias se não entrassem em contato comigo antes. Liguei quase todos os dias durante um mês! A dona Margarida já não aguentava mais ouvir minha voz. E... necas de Pitibiriba! O cartório simplesmente não respondia. Nada dava certo. Tive que voltar para o Brasil e responder repetidamente às perguntas em série: mas porque vocês não casam? Por que não vêm para o Brasil? Pra que passaporte europeu com a Europa nessa decadência? E até: não é mais fácil namorar um brasileiro??

Mereço!

Enfim, da minha parte eu já estava crendo que esse documento nem existia, já tinha largado mão de novo. Mas o tal do francês é pior que brasileiro e não desiste nunca. Na terceira vez que vim pra França fui praticamente obrigada a ir pessoalmente ao consulado pra ver se obtinha alguma resposta diferente. Depois de vários minutos procurando meu dossiê, dona Margarida abre a pasta e diz: Então, realmente eles não encontraram! Me mandaram essa certidão aqui, mas esse não é seu pai! Na certidão tinha um PINTO no meio. Calma, explico. Nos documentos do meu pai no Brasil, seu sobrenome era unicamente Moreira, assim como  meu avô. Na certidão da dona Margarida, ambos apareciam como "Pinto Moreira". Havia também uma discrepância entre as datas de nascimentos dos dois documentos. Não hesitei e pedi a cópia daquela certidão, pois as outras informações batiam.



E agora? Como saber se eu conseguiria ir adiante com tal documento? Fazendo drama,


oras! Depois de ter tentado consulado brasileiro em Lisboa, recebido informações inuteis por e-mail, liguei pra Brasília e falei assim, depois que me atenderam:
- Eu sei que vocês não dão certas informações por telefone, mas eu não sei mais a quem recorrer, então me ajuda! Encontrei o documento do meu pai , mas existem umas inconsistências e blábláblá...
-Realmente... a senhora vai ter que mandar um e-mail ou ligar no dia tal, no horario tal e falar com a fulana-de-tal...
-Moço! Tem anos que estou nesse enrosco! Pelo amor de Deeeeuuuuusssss eu to ligando da França, gastando a maior grana pra ouvir sempre a mesma coisa, moço!! Me ajuda, pelamordedeuss!!!! aaahhhhh

Foi quando ele me deu o telefone de um outro escritório de advogados da "área". A partir daí a coisa fluiu. Quer dizer, depois de passar pela fase de cagaço de contratar uma empresa completamente desconhecida. Não é barato, o meu caso tinha muitas peculiaridades e se eu tentasse prosseguir por conta própria, demoraria mais uns dois anos, com o risco de chegar lá careca e cheia de rugas. Deu certo, em menos de dois meses recebi o meu "assento" Português, voltei pra França e dei entrada no pedido da identidade portuguesa (se eu fosse fazer no Brasil, teria que esperar até o mês de agosto pra dar entrada) e chegou hoje pelo correio o comunicado de que meu cartão cidadão (carteira de identidade) está pronto. Pego amanhã no consulado!

Farei um post separado contando mais detalhes técnicos e burrocráticos do processo, pois já estou cansando e vocês também. 

Respondendo às perguntinhas de sempre de forma definitiva, digo: porque tinha que ser assim! é um direito meu do qual nunca deveria ter abrido mão. Isso independe do fato de eu querer morar na França ou não! Os direitos e beneficios vão muito além disso. Por exemplo, eu posso votar em Portugal! kkkkkkkkkkkkkkkk (é que vieram instruções sobre voto na cartinha que recebi, olha que util! hahaha). 

Mas é isso, meus amores. Estou muito feliz com a conquista e por conta dela, vem muita novidade por a'i!



Bjo!

domingo, 27 de março de 2011

Não tem pipoca de cinema no cinema!

O bem me chamou pra ir ao cinema outro dia. Adorei a idéia, já que eu não havia ido ao cinema aqui ainda. Fui meio apreensiva, pois o filme que iríamos ver era DUBLADO.

Desespero n° 1: Eu ODEIO filme dublado!!

Desespero n°2: O filme era americano, dublado em francês, óbvio! Já consigo acompanhar muito bem a televisão, mas é mais fácil quando os movimentos da boca de quem fala condizem com o som que eu escuto! 

Eu tinha motivos suficientes pra cair no sono durante o filme. Mas fiquei tão encasquetada com uma coisa logo de início, que nem deu sono: a pipoca!

Eu sou daquelas pessoas que vão às vezes ao cinema só pela pipoca. Aquele cheirinho de pipoca na manteiga... Depois o gostinho da pipoca na manteiga.. Sabe, né? Pipoca de cinema, oras! E ainda gosto de colocar molho de pimenta pra radicalizar o negócio!

Então chegamos ao cinema. Um prédio bonito, alto e magro, com lustres e escadas phinas. Compramos rapidamente as entradas e fomos pra lanchonete comprar a bendita pipoca. Você tem duas opções: doce ou salgada. (errr). Sendo que a doce quaaaase chega a ser boa. Ela é tipo, doce. E só. Sequinha.. enfim. 

A salgada é uma catástrofe! Isopor. Sem manteiga! Tô nervosa só de lembrar!! Faço melhor em casa. Mas, pipoca é pipoca. Mesmo ruim é bão. Se não estiver queimada a gente come.

Aí o filme começou, depois de 546 comerciais feitos pra cinema (ô raiva.. Toda hora achava que estava começando um trailler, pelo menos, mas era mais uma superprodução do "Magnum Gold, as good as gold!"). Não entendi patavina do filme no começo, mas, uma imagem vale mais que mil palavras, não é? Não é! 

O problema é que no começo eu ficava tentando ler os lábios do povo pra saber o que eles estavam falando em inglês. Aí já viu.. concentração total na boca... esquecia do resto da "paisagem". Ótima estratégia pra um filme de ação! Ri não.

Resolvi largar mão da estratégia e ir pescando o que conseguia e, pasmem! Consegui entender praticamente tudo! Fiquei tão feliz que até esqueci da frustração pela pipoca.

Na semana seguinte voltamos lá pra ver outro filme que eu queria muito ver: Rango. É, o desenho. Não assistam.. achei muito fraco. Na verdade achei ruim mesmo, mas gostei por ter entendido! ha ha. E a pipoca... ainda sem manteiga! =/

terça-feira, 22 de março de 2011

Quem é vivo sempre aparece.. um dia!

Acho que estou perdendo a mão, me perdoem. Afinal, é tempo demais sem escrever aqui. Não sei mais como começar um post. Mas sem querer querendo, já comecei né?!!

Sim, eu sumi de novo porque estava no Brasil. Sim, isso é uma desculpa esfarrapada.
Eu não sabia, mas estava morrendo de saudades de postar. Vira-e-mexe eu tenho um assunto pra escrever aqui, mas a preguiça não andava deixando. Aí eu resolvi entrar no blog (depois de meses). Vi que mesmo eu não escrevendo sobre novidades existem novos recados, novas visitas, novas perguntas sobre posts antigos. Isso sempre dá um ânimo novo (e um pouquinho de vergonha pelo desaparecimento da senhora coragem)! Obrigada!

Meu retorno em si ao velho mundo não teve nada de especial. Tá bom! Teve! O "bem" atravessou o oceano pra ir me buscar pelos cabelos, passou 10 dias na terrinha, conheceu a família e voltamos juntos.  Mas o que quero dizer é que tudo foi tão natural o tempo todo... A sensação que tive quando cheguei a Bordeaux é que tinha saído daqui na semana anterior.

Aos poucos fui absorvendo a idéia de que eu estava de volta e que haviam se passado meses! A paisagem já não era a mesma. Cheguei no fim do inverno (eu tinha ido "embora" no início do outono) então todas as árvores lindas e coloridas que eu havia conhecido na primavera estavam secas! Só os esqueletos! O céu cinza! Frio! Muito frio!

Gente, de onde eu vim existem duas estações: verão e a rodoviária. Então passei a vida sem entender realmente o impacto que devem causar as canções sobre a chegada da primavera, por exemplo. Tah, entender eu entendia. Mas não coompreendia! Aqui as estações são muito bem definidas, igual desenho animado: No verão, céu azul, sol escaldante, óculos escuros, vai todo mundo pra praia e as árvores são verdes... No outono a temperatura cai, as folhas secam e o tempo fica nublado. O inverno é muito triste! Muito frio! Muito cinza e marrom! Quase todo mundo se veste de preto (meias, blusas, calças, casacos, tudo preto, tudo no mesmo look!) As árvores ficam completamente sem folhas, só os esqueletinhos. Dá impressão de que nunca mais tornarão a "viver".

Aí chega a primavera! A temperatura aumenta, as flores aparecem, as árvores ficam cor-de-rosa, vermelhas ou amarelas, as pessoas se vestem elegantemente, mas com cores, formas, texturas diferentes; elas vão aos parques ler, levar os filhos pra brincar, passear com o cachorro ou só namorar... Tudo tem cor. Tudo muda. A gente fica com um novo ânimo! 

Termino assim, parecendo uma tonta, cheia de mimimi... É a primavera... =P

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A dura vida de um pão francês...

Eu que sou uma amante de pão assumida e após passar um longo período de abstinência dessa delícia na Costa Rica me sinto no paraíso. Aqui se encontra uma padaria praticamente em cada esquina. E a qualidade.. ooh lala!

Mais do que amar e comer eu observo a vida dos pães aqui. Eles são quase tão importantes quanto o próprio orgulho dos franceses. Eles comem todos os dias, em todas as refeições, não importa o cardápio. Uma refeição em família típica obrigatoriamente conta com um pão à mesa (tá.. em cima da mesa, sem prato, bandeja...) e é passado de mão em mão para que cada um rasgue seu respectivo pedaço e o coloque ao lado do prato (na mesa mesmo, sem frescura). Quem imagina toda uma finesse francesa na hora da refeição pode se decepcionar ao observar esses momentos nada finos: o pão é rasgado sem dó, é utilizado pra empurrar a comida para o garfo e depois para "lamber" o prato o deixando sem nehum resquício de molho que um dia esteve por ali!

E é claro que eu já aderí a esse momento troglodita. Tem uma certa beleza nisso tudo. Come-se com paixão.

Andando pelas ruas do centro aqui de Bordeaux, vejo muita gente com seu pãozinho à mão, comendo ali no meio da rua, muitas vezes puro mesmo. 

Outro detalhe importante é a forma com que o pão é transportado. O baguette (ou bengala) é comprado todo santo dia e normalmente é carregado daquela maneira que você já deve ter ouvido falar: embaixo do braço. Ééé... bem pertinho do sovaco mesmo! E, na maioria das vezes o pão só é envolto com um pedaço de papel insignificante no meio, e as pontas (leia-se quase todo o pão) de fora. 

O negócio é curtir o sabor (maravilhoso) e deixar-se levar, a menos que você tenha uma cabeça cheia de minhoca como a minha e comece a ligar uma coisa na outra: o pão é carregado ao ar livre, é colocado na mesa que, não me venha dizer que é esterelizada, e passa pelas mãos de todo mundo (que aliás já tiveram sua higiene questionada neste blog). Desculpa se te desanimei... Mas acho que esse é o "tempero" especial do pão francês!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Por que os franceses são magros??


Não que não exista gordo por aqui. Existe sim. Mas o que sempre deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha é o fato de que deveria existir muito mais se levarmos em conta que a maioria dos pratos franceses são ricos em gorduras saturadas, açúcares, laticínios, ou seja: tudo que é bom e engorda! Como eu já vi diferentes (e inúmeras) tentativas de explicações formais sobre o assunto, concluo que não haja uma resposta correta. Sem blábláblá, a verdade é que:


1)      A comida é cara. Aqui não se produz nada pra comer, então a conta do supermercado é um absurdo. Sendo assim, os franceses procuram coisas mais em conta pra passar o tempo do que comer, como passear pelos parques, tomar café e ler um livro...

2)      Eles gastam muita energia indo de um banheiro ao outro pra fazer suas necessidades (no toilette) e depois lavar as mãos (na salle de bain). (vide post em que falo dos banheiros)

3)      Eles fumam muito.
4)      O pão francês emagrece. Aqui come-se mais pão do que toma-se água.

5)      Eles andam muito de bicicleta;

6)      Os queijos franceses também emagrecem!


Brincadeiras à parte, (não que quase tudo isso não seja verdade) realmente estou intrigada. Até EU já emagreci aqui à base de pão, queijo e nutella! A única coisa que observei que realmente faria sentido (mas não isoladamente) é que se come com muito menos sal. Teoricamente. A comida não é tão temperada e, por isso há sempre um saleiro à mesa que, diga-se de passagem, é bem utilizado!


Bem, enquanto não encontro a “verdade”, continuo tentando... e comendo... e tentando...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Povo estranho...


Eu sempre achei que com essa globalização toda, muitos dos costumes que a gente ouve sobre outras culturas estivessem extintos, principalmente no que diz respeito aos costumes ocidentais. Porém, desde que cheguei aqui na França, tenho tido alguns choques culturais; coisas que eu pensava que só occoriam  ali pelos anos 30, ou que eu tinha certeza de que era papo furado, ou que eu simplesmente nunca tinha ouvido falar. 

Eis algumas coisas que me pegaram de surpresa:

Banho
Sim, francês toma banho. A frequência? Bem, aí é outra história. Normalmente é um por dia (mais ou menos, mais pra menos do que pra mais). Mas, sinceramente não encontrei nenhum fedorento, ou que pelo menos aparentasse ter uma higiene duvidosa. O clima ajuda, né, bem? Você toma banho toda hora quando faz frio??

Banheiro
Para mim, até agora foi o mais intrigante. Nas casas, normalmente existem dois banheiros: a "salle de bain", onde se toma banho, escova-se os dentes, etc, e a "toilette", onde fica a privada. Isso mesmo... é um cubículo com uma privada. Sem pia! A pia fica na "Salle de bain". Pra piorar, esses cômodos não ficam um do lado do outro. Tipo, uma coisa não tem nada a ver com a outra.!Dadas as evidências, eu cheguei à conclusão de que eles não lavam as mãos depois de usar a casinha. Claaaro que eu perguntei e óóbvio que me disseram que lavam a mão sim! Duvido. Mas é melhor não discutir.

Só sei que é uma função fazer o serviço em um cubículo e ir lavar as mãos em outro, quando não tem as toalhinhas umedecidas(que por sinal eu acho uó). Na primeira semana eu entrei umas três vezes na "salle de bain" pra fazer xixi... Raiva.

Outra coisa: Não tem lixeiro na "casinha"! O que fazer com o papel higiênico? O que você não pode fazer aí: jogue no vaso e dê a descarga! 

Espirro
Espirrar é pecado. Se fizer isso na frente dos outros, peça desculpas imediatamente! Vejo nego segurando espirro aqui. É sério! 

Beijinhos
Sei que aí no Brasil a quantidade de beijos no rosto para cumprimentar alguém varia de acordo com o local. De onde eu vim (Rondonópolis-MT), normalmente é  um só, mas pode variar também de pessoa pra pessoa. Aqui são dois. Rigorosamente dois. Ou um aperto de mão cordial quando não se tem intimidade. Mas, se há intimidade, dá-lhe beijo! Homem com mulher? Dois beijinhos. Mulher com mulher? Dois beijinhos. Homem com homem? Dois beijinhos. Um monte de gente na sala e você acabou de chegar?? Dois beijinhos em cada um! Na chegada e na saída, claro!

Refeições
Os franceses consideram a hora da refeição muito importante. Todos devem partilhar, conversar, enfim, participar. E esses momentos são recheados de rituais, pratos, talheres, etapas... É tanta coisa que vou fazer um post todinho dedicado a isso.

Formas de tratamento
Adoro! É mais ou menos aí que se resume ou se vê mais claramente a politesse francesa (que cá entre nós, ainda é um exagero). Se você conhece a pessoa, pode chamar de tu, incluindo mãe, pai, vó, papagaio... É sinal de intimidade. Se você não conhece a pessoa e essa pessoa não é uma criança, não importa quem seja, ela tem que ser chamada de vous e ser muuuuito bem tratada.

Precisa ver a rasgação de seda que é ir a um restaurante, por exemplo! Ou mesmo um café, não precisa ser nada fino. É um tal de monsieur pra cá... mademoiselle pra lá. Um nojo! Eu sempre acho que eles estão atuando e eu assistindo e a qualquer momento eles vão começar a falar normalmente. Agora, nada se compara à sensação de chegar no recinto acompanhada e o garçom atender o casal com um sorriso no rosto dizendo: "Bonjour monsieur-dame". Fico me achando né...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Tudo é lindo...

Bem, ainda estou oficialmente sem internet, por isso ainda não consegui voltar de verdade. Mas, sinto que eu devo começar a contar tudo logo, antes que eu comece a esquecer os detalhes sórdidos pelo acúmulo dos acontecimentos.

Aqui, cada mergulho é um flash. A começar pela viagem toda até aqui, que parecia que não ia acabar nunca. Afnal, não estamos falando de Brasil/França (leia-se São Paulo/Paris), mas RONDONÓPOLIS/BISCARROSSE! (leia-se Rondonópolis/Cuiabá/Campo Grande/Guarulos/Madri/Bordeaux/Biscarrosse + horas de espera + atrasos).
Aí você pergunta: What the hell is Biscarrosse? Eu também achava que chegando em Bordeaux eu estaria "em casa", mas por conta de alguns imprevistos (estávamos sem teto), acabamos indo passar uns dias em Bisca (calma, é só um apelido carinhoso pra cidade).

Momento Wikipedia: Biscarrosse é uma Birosca  cidadezinha turística de mais ou menos 13.000 habitantes há 65 Km de Bordeaux, no sudoeste da França. E é MARA.

Só o caminho Bordeaux/Bisca já compensava o cansaço. A estrada, um tapete, claro, super bem sinalizada e é cercada por uma vegetação incrível. Como é primavera, há muito verde, muitas flores pelo caminho. E tudo retinho, limpinho, parece pintura!

A cidade em si é um charme. Fica há 10Km da praia e tem um lago enoooorme onde o povo vai dar umas voltinhas com seus barquinhos, lanchas e afins.

Tudo muito limpo, organizado. Muitos pinheiros e flores sempre. E dias beeem longos; o sol vai embora lá pelas dez da noite. No primeiro dia até perguntei se Deus tinha esquecido de apagar a luz...


domingo, 16 de maio de 2010

Quem é vivo sempre aparece...

Então, people! Já estava com saudades... Sumi por um tempinho, né? Mas, como aqui eu escrevo sobre minhas peripécias viajantes, não faria muito sentido eu continuar escrevendo enquanto "parada".

Maaas, nem tudo está perdido e cá estou (finalmente) curtindo esse friozinho europeu gostoso há menos de uma semana, e já com muita, mas muita história pra contar!

Até mais ver e... Welcome back!! ;-)




 

   
 

 
 

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mais Panamá!

Esse é um post complementar ao que escrevi anteriormente sobre o Panamá. Essa semana estava buscando informações sobre a parte sul (para o caso de eu resolver aparecer por lá denovo, conhecer o canal, coisa e tal) e percebi que há pouquíssima coisa a respeito, então achei justo dividir alguns detalhes com vocês.

* Bem, em Colón há uma zona franca, o que faz do Panamá o "Paraguai" da América Central. Aqui na Costa Rica por exemplo, conheço um motorista que também é muambeiro de plantão; sempre que dá, vai ao Panamá e volta com a van cheia de birita, tênis e eletrônicos. Quase a metade do preço daqui.

* A moeda é a Balboa Panamenha, além do dólar americano. Mas a parte louca é que uma balboa é igual a um dólar. O papel moeda utilizado é dólar (nota de Balboa no ecsiste!) e circulam moedas de cents de dólar e de balboa, sendo que o padrão de tamanho e valor é o mesmo (um quarto de balboa, dez cents...). Uma confusão! Mas no fim dá tudo na mesma...

* A língua oficial é o espanhol, mas, pelo menos na região de Bocas Del Toro, quase todo mundo fala inglês... JAMAICANOOO! Pensa num trem difícil de entender!

Isla Colón, Bocas del Toro

* Tudo é mais barato, comparado à Costa Rica. Até mesmo em Bocas que é hiper turístico. Afinal, não é em qualquer lugar que se paga US$0,90 por uma lata de Guinness...

* Essa eu duvido que você sabia... Antes de construirem o Canal, o Panamá era parte da Colômbia, ou melhor, "Grã-Colômbia". Como a região tentava, tentava, mas não conseguia sua independência, apareceram os bacanas dos americanos pra dar uma "mãozinha" em troca (claro!) da concessão para construirem o canal. Aí cortaram o cordão umbilical de vez! Eu não sabia... E acho que todo mundo deveria estudar história e geografia na prática. É tão mais legal!

*Um chapéu panamenho custa US$ 15,00 hahahaha. Eu não comprei, aliás, nesse dia eu só sosseguei depois de achar um vestido (pink por US$ 12,00) pra salvar (quase literalmente) minha pele queimada. Foi difícil achar algo decente... roupa naquela região é de qualidade duvidosa. Assim, logo que achei, coloquei minha velha roupa na sacola e saí toda cor-de-rosa da loja com a etiqueta pendurada e tudo. Usei o vestido à noite e no dia seguinte. Era a única coisa que não me incomodava.

* Há um ônibus bom que faz Costa Rica Panamá (San José/Cidade do Panamá) por US$ 35,00 (Tica Bus). Para ir à Colômbia, não existe um serviço de transporte formal, mas é possível negociar com o pessoal que tem barcos e lanchas privadas que fazem a travessia. Preço, só estando lá pra saber. E eu não gostei disso.

Bem, gente, de novo, curti muuuuito essa viagem ao Panamá e super recomendo! (ainda tô descascando pelo sol lascado, mas valeu!) América Central é mara!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ah, o Caribe...



Essa é uma viagem que eu estava planejando desde que cheguei à Costa Rica. Panamá! E se a viagem pra Nicarágua foi a mais surreal até agora, diria que essa a Bocas del Toro foi a mais bela!
Abra o google maps para acompanhar melhor minha saga...

Saímos de Playa Tamarindo às 4:00 da manhã sem ter dormido (festa na "noite" anterior). Éramos dez. A guia (Rá! Eu!) 8 europeus e uma japa. Como foi uma viagem organizada pela escola, fomos em  uma van privada que buscou cada aluno em sua respectiva casa. Seguimos viagem atravessando o país rumo à Sixaola, cidade que faz divisa com o Panamá, passando por San José, Alajuela, Limón (lado Caribenho). É incrível que em um país tão pequeno haja tanta diversidade. Frio em San José, calor em Limón, e a paisagem que muda a cada momento do lado de fora da janela: vegetação rica, vulcões, praias... não dá pra dormir!

Chegamos em Sixaola às duas da tarde. A partir daí, era por nossa conta, já que nossa van particular não podia atravessar a fronteira. Com os passaportes carimbados, tivemos que atravessar a tenebrosa ponte que divide Costa Rica e Panamá a pé. É uma ponte de aço, mas a parte de baixo é de madeira... Velha... melhor não olhar pra baixo!

Já do lado do Panamá encontramos Willy, um panameño de uns 3m de altura que faz o transfer da fronteira até Puerto Mirante por US$ 10,00/pessoa.  Mais uma hora e meia de estrada e belíssimas paisagens até o porto, onde pegamos uma lancha (US$ 4,00/pessoa) até Isla Colón, a principal ilha do arquipélago Bocas del Toro. Meia hora no barco em alto mar. Uma delícia!

Mal chegamos na ilha e já tínhamos um monte de propostas de tours para o dia seguinte. Fechamos com Miguel, que foi indicado pelo Willy. Nos acomodamos em um hostel legalzinho (ar condicionado, sem café da manhã a US$ 10,00 a diária).

Isla Colón é uma cidadezinha de dez ruas que são identificadas por números. A "rua" principal é a primeira, a parte que fica ainda na água. É onde está a maioria dos bares e restaurantes. Na primeira noite jantamos em um restaurante de comida típica. Nada de muito diferente da comida da Nicarágua ou Costa Rica (arroz e feijão, sempre). A maior diferença é que na parte do Caribe, inclusive da Costa Rica, se utiliza leite de coco em quase tudo (principalmente no "rice 'n beans"). Após o jantar fomos a um bar chamado Barco Hundido, que fica parte na terra (entrada) e parte na água. Imagine-se sentado em um píer, tomando cerveja, ouvindo merengue à luz do luar. E a melhor  parte é que se olhar pra baixo você vê peixes, corais... Perfeito! Só não vale beber muito e cair na água.

Como ninguém estava dançando, o bar ficou chato logo. Resolvi ir até o ponto de "taxi" ao lado e negociar um tour pelas ilhas. O moço não tava entendendo que eu queria um barco pra já (tipo... 10 da noite!), mas consegui fechar um tour de 20 minutos a 30 dólares (US$ 3,00 porcada). Foi divertidíssimo.

No dia seguinte fizemos um tur que chamam de completo. Você paga US$ 20,00 para o dia todo num barco com cooler, então dá pra levar lanche, bebida... O tur é fabuloso! Saímos às 10:00 da manhã. Começamos com uma visita à Dolphin Bay, onde vimos golfinhos (de longe, mas tá valendo). Depois fizemos snorkelling em alto mar. Incrível! nadamos com peixes de tudo que é forma, cor e tamanho, sem contar os corais coloridíssimos. Depois do snorkelling almoçamos em um restaurante no meio do nada... Água cristalina (ou verde-água?) por todos os lados e peixes supersimpáticos em volta todo o tempo esperando por restos de comida. Calma que ainda não acabou. Depois do almoço fomos à Red Frog Island. Tem esse nome pela vasta quantidade de rãs vermelhas, como essa da foto. Mas são pequenas, difícil de ver. E, acreditem: eu peguei uma na mão! Mas o maior atrativo da ilha não são as rãs, mas a praia de areia branca e água cristalina. Passamos o resto do dia ali e voltamos, claro, exaustos.

Para fechar no mesmo nível, no dia seguinte fomos à Isla Zapatillas que, por unanimidade nos foi ecomendada como a praia mais bonita do arquipélago. Sabe o reality show Survivor (programa americano que a globo copiou pra fazer o "No Limite")? Pois é... há alguns anos é gravado lá. A ilha fica há uma hora da Isla Colón e é simplesmente perfeita. Como é uma reserva nacional, não há uma construção sequer na ilha, nenhum sinal de civilização. Como chegamos cedo, foi mais que perfeita a sensação de que aquele paraíso todo era nosso. Juro que fiquei emocionada ao ver a cor da água, o conjunto da obra. E pra ajudar, a temperatura da água é ótima, o que nos fez passar quase todo o dia boiando ali... nos esquecendo de retocar o protetor solar. Resultado: Voltei tostada com mais nove lagostas no ônibus! Exaustos, com a pele dolorida, mas gratos pela viagem perfeita!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Olha eu aqui de novo...


Faz tempo que não posto os tópicos das comédias da minha vida privada... Não que não tenha acontecido nada, mas, você sabe...

* Aprendi a gostar da Papaya (gata com quem divido o apê, da foto). Sempre que subo as escadas de casa sozinha, no escuro, ela vai junto fazendo escolta para o caso de aparecer um gambá, uma cobra, um lagarto, um rato... Acredite: ela é muito eficiente!
* Ainda sobre Papaya: aqui tem muito gambá de desenho animado (aquele preto e branco, igual o Pepe le gambá que namora uma gata). Há umas semanas eu vi Papaya brigando com um, e ela estava com medo, o que é estranho pois até cachorro grande a metida enfrenta. Pois bem, semana passada fizeram um escarcéu na cozinha (pois é!!) e, no dia seguinte, eu estava aqui na varanda quando escuto gritoS da Verônica (argentina com quem também divido o apê). Juro que pensei que alguém tinha morrido, mas quando chego na sala, ela está pasma dizendo que o gambá estava dentro de casa comendo junto e harmoniosamente com a gata. O desespero da minha hermana argentina não era o mesmo meu (pô! um gambá dentro de casa!!); ela estava chocada por ver sua "filha" com seu primeiro namorado!
*O meu francês (idioma) está se desenvolvendo na marra. Nas duas viagens que fiz como "guia" pela escola (Guachepelin e Panamá, conto depois) a maioria das pessoas do grupo falava francês. Já aprendi um monte de palavrão e entendo boa parte das conversas... to amando!
* O meu francês (Rá!) que me conhece muito bem detectou uma TPM e disse carinhosamente que entendia por que eu estava um pouco penible (vamos traduzir como sensível). Ao que eu reajo: "Peníble é o caralho, meu nome é Zé Pequeno!!" Tá, eu não falei com a boca, mas com os olhos... quem me conhece sabe. Tadinho.
* Mooooorrro de rir com francês falando "Naranja". Maggigirls, peçam pro Paul falar! kkkkkkkkkkkkkkk
* O povo já tá me confundindo com Tica, mesmo quando abro a boca. Acho que enfim meu espanhol tá decente.
* A Kana (Japa) vai pra Guatemala e eu acho que vou visitá-la.
* Já tomo café igual aos ticos;
* Aqui a gente quase não houve falar no terremoto do Haiti. Eu fiquei sabendo pela minha mãe, uns dois dias depois. Mas é culpa minha, que não vejo TV e ultimamente nem tenho lido jornal...
* Não pára de chegar aluno novo na escola. 40% Noruegueses, 30% Holandeses 2% Japoneses e o resto, de outros lugares da Europa;
* Tenho encontrado alguns brasileiros de férias por aqui. Me emocionei ao ouvir as palavras "breja, mermão, baladinha...". Agora vejo o Fábio Avelino (o cantor) direto e sempre que vou ao Nibana, onde ele toca, fico maravilhada. Nossa música é a melhor!
* Volto com os posts sobre Guachepelin e Panamá! Simplesmente incríveis!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um fim de semana na Nicarágua

Posso dizer sem medo que esse, até agora, foi o fim de semana mais surreal da minha vida. Um misto de muitas coisas boas e outras nem tanto. Mas garanto que a aventura valeu à pena.

Granada é uma cidade colonial, a mais antiga da América Central. Mas, o mais interessante é que até hoje conserva sua estrutura arquitetônica original na maior parte da cidade. São quadras e quadras de casas coloridas emendadas umas nas outras. Cada cor representa uma família, e seus habitantes não fazem acepção de cores (todos os tons de rosa possíveis, e uma variedade de cores florescentes fazem parte da ilustração da cidade).




Chegamos à cidade à noite, e a minha primeira impressão foi péssima. Ver aquele monte de casas antigas sob luzes amarelas me trouxe uma nostalgia estranha, uma sensação ruim, não sei por quê. Estávamos todos cansados, mas nada que uma boa chuveirada não resolvesse. Todos prontos, pé na rua, fomos procurar algo para comer. Fomos até a rua de bares e restaurantes; mesas fora, música ao vivo (seleção de rock perfeita). Minha impressão aos poucos foi mudando, um ambiente muito gostoso, com exceção dos meninos de rua pedindo esmola o tempo todo, ou tentando te vender cigarro. Tinha até me esquecido de como era isso. Tinha também um grupo dançando break na rua, na esperança de ganhar uns trocados.

Pedi tacos de carne, pois a fome era grande e o prato é rápido. Eu gosto muito de pimenta, mas o que aconteceu comigo foi ignorante. Na verdade, não só comigo, meu amigo polonês, Adam, pediu a mesma coisa. Logo depois das primeiras mordidas, mudamos de cor, começamos a suar e água começou a sair do zóio! “Uhull!” foi pouco! Viramos uma Corona (cada um) em uns dois goles! (lá uma Corona é R$ 4,00).

Depois de recompostos, fomos a um bar um pouco mais afastado, lotado de gringos. Bacaninha, mas nada especial.

No dia seguinte, acordamos ao meio dia e fomos almoçar na rua. Andamos por meia hora sob sol escaldante (Cuiabá até que é fresquinha...) e em meio a uma confusão de gente, cavalo, carro, tuk tuk, cachorro... Assim é o centro comercial: uma mistura de Índia, Paraguai e feira hippie de Goiânia. Entramos no primeiro restaurante decente que encontramos. Self-service. Na verdade não é self-service porque quem te serve é a tiazinha mal-humorada do outro lado do balcão. Aí você vai apontando... “Un de este, este ahí, porfa!”. Não tem balança e eu não ousei perguntar qual o critério que o tiozinho mal-humorado do caixa usa para colocar o preço na comida. Ele olha pro seu prato atenciosamente e fala o preço. Meu prato deu uns 3 Reais, ou umas 30 Córdobas. E, pasmem, a comida estava MARA! Comida caseira mesmo, muito bem feita.



Depois do almoço, fizemos um tour de charrete que durou praticamente o resto do dia. Começamos pelo centro, onde encontramos o “ponto” das charretes. Elas ocupam toda uma quadra e são enumeradas como taxis. Passar pelas ruas de paralelepípedo e casas coloniais foi como viajar no tempo. Em Granada faz muito, muito calor, então a maioria das casas possui um jardim interno para refrescar o ambiente. Não, não é jardim de inverno. É jardim mesmo. Você entra na casa, passa por um ou dois cômodos e logo depois se depara com um jardim a céu aberto. É como se o quintal estivesse bem no meio da casa. E refresca mesmo!

Depois de umas duas horas passeando pela cidade, largamos os cavalos e pegamos um barco para dar um rolê no Lago Nicarágua (ou Cocibolca). Os ignorantes como eu pensaram que era mar. O lago tem uma área de mais de 8.000 km², é o maior da América Central e o segundo maior da América Latina (o maior é o Titicaca, abestado!). Agora, você me pergunta: qual a graça de dar uma voltinha num lago? Explico. No meio do lago existem várias ilhotas onde os ricaços Nicaragüenses constroem casas. É um condomínio no meio do lago; cada ilha é uma casa. Tem até restaurante!

Mais adiante no lago tem uma ilha vulcânica, mas não fomos lá não. Nos contentamos em observar o vulcão de longe mesmo.

Depois de bisbilhotar a vida alheia, voltamos a terra, encerramos o tour de charretes fomos ao mercado de rua. A parte que fica ao ar livre é a que descrevi há pouco (Índia+Paraguai+Goiânia). Mas o pior ainda estava por vir. Caminhamos como por um labirinto até chegar a uma parte fechada (lona no teto). Uma mistura de cores, cheiros, muito, muito diferentes. Me senti em um filme de época, não sabia se ria ou se chorava. Não consigo definir qual foi minha sensação predominante: fascínio ou desespero claustrofóbico!


Encerramos o dia com um jantar em um casarão (estilo colonial, óbvio). Nossa mesa ficava na sacada, de onde pudemos ver de camarote uma procissão da virgem não sei das quantas, com direito a carro alegórico e escolta policial.

No dia seguinte, levantamos cedo para partir. Na volta, paramos em San Juan Del Sur e pegamos uma prainha. Nada demais, mas é praia, né...

sábado, 28 de novembro de 2009

Tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais...

São 3:37 de la matina e eu tenho que estar na escola às 6:00. Como não consegui dormir, cá estou escrevendo. Antes disso estava jantando no Coconut (o restaurante do Roberto) com uns vinte alunos para a despedida de Carol, Kate, Cristina e Katharina (outra alemã, companheira de sushi... agora só resta uma Katharina, a austríaca). Hoje estava analisando o dia-a-dia na escola. É como o big brother. Todo mundo passa o dia junto, vai pra piscina, pra aula, almoça, faz panelinhas, que são desfeitas na hora de ir pra festa: sempre vamos todo para o mesmo lugar! De longe dá pra ver, só andamos em bando.

O duro é quando alguém é eliminado. Digo, quando alguém vai embora. No começo eu não ligava, até porque não estava muito apegada a ninguém (um pouco à Katharina, que só vai embora em Fevereiro). Mas agora toda semana é uma coisa!

Se tem uma razão pela qual eu não gostaria de ser imortal, é ter que ver todo mundo morrer. A desvantagem de ficar mais tempo, é que aos poucos você vê todo mundo indo embora. Um saco. Mas sempre é pior para quem morre, digo, vai embora. A Carol estava inconsolável... isso é porque ainda vai pra Boston antes de voltar pra casa.

Outra parecência com o Big Brother, é que as pessoas que ficam vão se aproximando, mesmo as que no início nem se cumprimentavam. Mas, nem tudo está perdido e existem os alunos novos pra dar um novo fôlego a esse texto melancólico da bexiga!

Essa semana chegaram uma Holandesa, duas Norueguesas e um Suíço (lindo!). O suíço está ficando em casa de família, então não tive que recebê-lo. Mas ele está morando na mesma casa que Katharina (a derradeira) e eu já tô ligada que ele trouxe muuiitooo chocolate. As meninas eu tive que recepcionar e todas são gente ótima! Acima de 20 (ufa!). As Norueguesas chegaram hoje e eu já as levei ao jantar que aliás... estava fabuloso! Acho que é por isso que não consegui dormir... de tanto que comi!

Claro que já cheguei no restaurante me achando né... recepcionada por todos os garçons (e dona) pelo nome. Foi quando as Norueguesas perguntaram se eu ia sempre ali. Eu disse que tinha ido duas ou três vezes. Aí elas perguntaram se a comida era boa. kkkkkkkkkkk. Eu disse que não tinha idéia, que nunca tinha comido ali! Depois expliquei a história dos drinques.

Como eu havia dito que iria pedir um Dry Martini da próxima vez e a próxima vez daquela vez eu esqueci e pedi uma Margarita* (que estava ótema, nota 10 pro Robert), eu lembrei de pedir hoje o tal do Martíni Seco. Foi a Norma quem me atendeu, e o Alexander (huahuahau) quem preparou meu MARtini. Pensa num trem aguado! Mas tudo bem, eu tinha ido pra comer. Pedi um Pescado Marisquero.. Peixe suculento ao molho amanteigado com camarão e lula**. Nuss! Nem ousei lembrar do drinque aguado!

Depois disso, nem tive forças pra ir ao Monkey Bar, até porque teria que acordar cedo (daqui há uma hora) pra servir de guarda. É sério! Eu sou o Severino da escola nos fins de semana. Quase sempre não tem nada pra fazer, mas dessa vez o guarda não vem e o Sr Marc quer que alguém fique na escola. Ou seja, ao invés de fazer nada aqui em casa, vou fazer nada lá que tem piscina, aluno e televisão.

*Quem não entendeu, releia o trecho devagar...
**O Mainardi deve ter feio cara de nojo agora... Não sabe o que está perdendo em não gostar de bichos aquáticos!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Guacamole de água viva

Gente... eu choquei o povo aqui adivinha com quê... Vitamina de abacate! Quando disse que no Brasil se consome abacate com açúcar, a platéia quase infartou (tinha uma colombiana, uma japonesa e uma americana... a reação foi a mesma). Quando contei da vitamina então... a japa quase botou os bofes pra fora de nojo. Para quem não sabe, outras culturas (pelo jeito o mundo inteiro, menos nós) costumam consumir a fruta com sal, na salada ou para fazer o delicioooso guacamole (prato mexicano salgado e de acompanhamento feito com abacate amassadinho. Em espanhol, abacate é aGUACAte, tendeu? hã hã?).

Como minha colega de apê é bem entendida de Brasil, fiquei curiosa para saber se ela sabia dessa. Quando contei, ela fez cara de absurdo como as outras. Prometi fazer uma vitamina essa semana. Depois conto como foi.

Mudando de comida pra água, fiz minha segunda aula de surf! Bem, não foi bem uma aula porque eu não tive que pagar dessa vez. Fui com a Verônica e seus amigos que surfam há anos a uma praia mais distante (Praia Grande, mas fica na cidade de Tamarindo mesmo). A praia é linda, a que mais gostei até agora. Mas nem adianta cobrar foto porque pra chegar lá, temos que atravessar um pequeno rio. A nado. Eu tô falando sério. Deu um desespero na metade do caminho... Eu cansei, aí queria desistir. Mas voltar ou continuar dava na mesma, e eu não ia dar trabalho pro povo. E valeu a pena! Que praia é aquela... primeiro, deserta. Claro né, quem que ia ser bocó de atravessar o rio a nado pra ir lá? Segundo, água clarinha... um azul incrível e as ondas na hora certa. Isso quer dizer que não foi uma loucura como na primeira aula em Playa Tamarindo, onde vinha uma onda atrás da outra. Mais pro fundo a água é como em Flamingo... a maior parte do tempo calma, dava pra deitar na prancha e tomar sol.

Mas, nem tudo são flores. Como a lei de Murphy já me achou aqui, naquele dia estava tendo uma convenção internacional de águas vivas justamente naquela praia. Toda as águas vivas do mundo estavam lá! Gente... eu não estava entendendo o que estava acontecendo. Nunca tinha visto (ou sentido) algo daquele jeito. Parecia um monte de mosquitos aquáticos me picando ao mesmo tempo! Foi assim que aprendi a me equilibrar na prancha! Como fui com uma prancha menor (quanto menor, mais difícil) eu estava tendo certas dificuldades de parar deitada em cima dela (pulava e caía do outro lado.. pernas pro ar!). Mas foi só as bichinhas começarem a "picar" que dei um jeito de parar lá em cima. Pois bem. Vencida a etapa das águas vivas, comecei a praticar com meu "instrutor" americano Maicah. Bem, dessa vez não engoli água nem a prancha fugiu de mim. Mas não consegui ficar de pé nenhuma vez. Porém, peguei duas ondas do começo ao fim deitada. É tããooo legal! Para os engraçadinhos que pensarem "deitado, até eu..." digo que até pra isso é preciso técnica. Ganhei parabéns! Quando achei que estavam me zoando, a Vero me disse que eles surfam há muito tempo e que ela mesmo só começou a ficar em pé na prancha depois de alguns meses, treinando quase todo dia. Eu digo que o babado é forte! Nunca mais vou zoar surfista. Tiro o chapéu pra eles!

Por incrível que pareça, apesar da travessia do rio e tudo, não fiquei tão cansada como da outra vez, nem meu corpo ficou dolorido.

Bom, meu povo, por hoje é só! Beijosss

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

The dark side of Tamarindo

Nem tudo são flores... hahaah óia o drama! As duas últimas semanas não geraram muita história pra contar. Além do novo blog que tem feito com que eu passe boas horas enclausurada, estudando, eu perdi meu cartão  (HSBC = uó!!) o que me tem deixado de castigo.. sair à noite, só se for ladies' night... praia só se for Tamarindo mesmo e nada de comer fora! Desta forma, resolvi compilar aqui algumas observações que não relatei nos posts anteriores... algumas não muito agradáveis, por isso a introdução dramática!
*Os mosquitos não gostam de mim (eee). Tem nego aqui que parece ter catapora, de tanta picada. Eu to de boa (com exceção dos pés... as formigas me amam!)
*Eu moro no meio da selva. Quando subo as escadas pra entrar em casa (vou postar foto, pra o entendimento da questã) geralmente tem uns lagartinhos (micro) que passam de um lado pro outro. Tem esquilos (lindos!) e alguns macacos (tímidos). E, de vez em quando, à noite no telhado, escuto ruídos. São os lagartos gordos (garobos) e talvez ratos;
*Tem uma gata folgada pacas aqui. O nome dela é papaya. O nome da nossa residência é Casa Papaya, ou seja, a gata deve pensar que a folgada sou eu, né... Tipo...se ela tá com fome e eu abro a geladeira, ela entra lá se eu não cuidar! um dia eu deixo só pra ver como é.  Outra coisa... não sei em que língua falo com ela. Eu me recuso a  falar em espanhol ou inglês com um bicho!! Mas ela não me entende!!
* Essa semana ficamos dois dias sem água. Seguidos.
* Quarta-feira, cheguei primeiro no Pacífico (bar na praia), e encostei no balcão pra esperar o povo chegar. Eis que me aparece um carinha (que sempre está lá) com dreads, muito louco e pergunta de onde eu era... quando eu disse "Brasil" ele deu um sorrizinho de canto de boca e me disse: ahh.. macoñera... Gente!! Não aguentei neh.. deixei o bocó falando sozinho. Mas vai vendo a nossa reputação aqui...
*Ainda não vai ser aqui que meu espanhol vai fluir. Melhorou, claro, agora pelo menos eu não tenho vergonha de falar. Mas ainda falo muito mais em inglês do que em espanhol...
* Achei os mercados que vendem chocolate. E carro blindado!! (essa só o HHOFG vai entender kkk). E a padaria do francês é ótima! Muita coisa gostosa... só senti falta do pão.

bjuus

domingo, 8 de novembro de 2009

Playa Conchal

Gente... vocês me conhecem e sabem como eu sou preguiçosa pra foto, né? (Quem não conhece, já deve ter percebido também pela falta de fotos no blog). Acontece que sempre tive perto de mim alguém mais preocupado com isso do que eu (Drica, Clara ou Bazzotti nas festas, Mãe nas viagens...). Agora eu não tenho! Achei uma parceira para almoços, festas, praias folgada que nem eu! A Katharina austríaca (a alemã foi embora e, acreditem... achei outra Katharina que foi minha parceira de sushi!) é ótima companhia, mas não tá nem aí pra fotos. Eu então...

Resolvemos ir para a famosa Playa Conchal no último sábado e, como o resto do povo já tinha ido, resolvemos ir sozinhas. E não levamos máquina! Isso mesmo... as duas cabeçudas esqueceram das câmeras fotográficas. Tudo bem... eu descrevo.

Antes de chegar à playa conchal, passamos por um povoado chamado "Brasilito". O pior é que é feio, pequeno e a praia é sem graça. Porém, fomos lá que almoçamos e encontramos o restaurante mais maluco que já vi, o Outback Jack's Roadkill Grill. Pelo visto é de um australiano chamado Jack. O restaurante é todo decorado com bugigangas como bicicletas velhas, todo tipo de instrumentos musicais, bonecos de metal gigantes, placas rabiscadas com tinta Fúcsia! Uma zona! Mas um bom passatempo pra esperar a comida chegar. Tenho certeza que saí de lá e não vi tudo. O cardápio é tão maluco quanto a decoração e o garçom. Algumas coisas eram impossíveis de entender, porque no lugar do nome do prato, tem uma descrição... maluca. Comemos "Os famosos camarões jumbos enooormes que o Jack pesca com seu chapéu pequeno, que na verdade não pesca, com molho de manga mmmmmmmmmmmm!". E realmente estavam mmmmm!

Mas o post não é de novo sobre comida. Vou falar da praia, calma.
Então... a praia Conchal é linda! Vou voltar lá com a Verônica só pra tirar foto rsrsrs. O nome se dá pelo fato de no lugar de areia existirem conchas! Claro que em boa parte elas estão trituradas, em uma formação granulada e colorida, mas em diversos pontos é possível ver conchas e mais conchas inteirinhas, empilhadas.

É esquisito andar sobre as conchas. Não chega a doer o pé, mas incomoda. Como não "dá liga" como a areia comum, a "areia de concha" não gruda. Isso é lindo até você entrar no mar. Eu estava ansiosa, porque me haviam dito que se via tudo na água transparente, melhor que em Flamingo. Mal chegamos e fui pra água. E só tive coragem de entrar de novo pra dar um mergulho na hora de ir embora. Com a ausência da "liga", a areia de concha não é firme. Junte isso ao fato de ter chovido muito e o pacífico não estar tão pacífico nesses últimos dias. Resultado: a onda vem e a Fabi afunda!! Medo! Fiz igual ´no episódio da arraia. Mas dessa vez não consegui andar por cima d'agua. Tava afundando...
Como pretendo ir de novo, prometo um post sobre O Retorno. Com foto.



E por falar em foto, essa aí comigo é a tal da Katharina austríaca. Essa foto foi tirada aqui em Tamarindo (e a do título do blog é de Flamingo).
Perceberam né? no post sobre Flamingo não tem foto. No título que diz que estou em Tamarindo tem uma foto de Flamingo e no post sobre a Playa Conchal, foto de Tamarindo. Adoro uma fucusão... Ai ai.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mudança

Então, people, como alguns de vocês já sabem, meu curso já acabou (assim como o traballho voluntário e casa, comida e roupa lavada). O plano era alugar um AP assim que terminasse tudo e procurar trabalho, pra eu não ir à falência pagando aluguel, água, luz (e ia ter que comprar um celular). Já estava tudo certo, tinha achado um apê legal em Vilarreal, perto de onde eu morava. Mas... como quando é pra ser, tudo se encaixa, no dia em que eu ia pegar a chave do AP, resolver ir para a EFpela manhã.
Estava eu conversando com a Katharina, quando um tipo baixinho, de óculos, engraçado, com cara de uns 20 e tantos apareceu e nos cumprimentou. Ele ficou parado na nossa frentee eu deduzi que era um aluno novo. Já fui me apresentando, como uma boa veterana e ele respondeu com um "Ok". Esperei uns 5 segundos e perguntei: "...e seu nome?" Ele demorou o mesmo tempo para responder.
"Marc."
"Hola, Marc, de donde eres?"
"De España."
Como assim um espanhol estudando espanhol na Costa Rica??? Ele ignorou minha cara intrigada e prosseguiu perguntando do trabalho voluntário, como eu estava... sabia tudo de mim. A ficha demorou muito, mas caiu! Marc é o diretor da EF. Ele estava de férias quando eu cheguei. Coversa vai, conversa vem... eu falei pra ele do meu plano e ele disse que tinha algo pra mim. Fui em seu escritório e em 15 minutos era a mais nova "funcionária" da EF. As aspas indicam que o que consegui não foi bem um trabalho... eu explico e vocês deem o nome que quiserem.
O que tenho que fazer é receber os alunos que chegam nos fins de semana e que vão se hospedar no campus, não importa o horário. Tenho que estar disponível por todo o fds, mas o trabalho em si, dura umas 2h no total. Então eu posso ficar em casa dormindo, ou até sair (a escola fica perto da praia, bares...) E voltar na hora da recepção. O resto da semana, estou livre.
Em troca, tenho casa mobiliada (ao lado da escola), internet sem fio 24h e um celular. Não preciso pagar água, luz ou telefone. Não recebo grana. Mas, acho que tá bom, né? hahaha